Um
texto sobre pluralidade, multicores e The Four Seasons
Tem gente quem tem uma película protetora tão
grande sobre si que é impedida de conhecer outras coisas. E nós sabemos que
nesse mundão globalizado coisa para se relacionar é o que não falta.
Conhecer materiais que já são aprazíveis aos
nosso gosto é ótimo, mas fugir de vez em quando dessa bolha é melhor ainda.
Isso faz com que saiamos do círculo cultural que estamos inseridos e nos
tornemos mais conhecedores e nos coloquemos numa posição de alteridade para com
outros grupos culturais. Alteridade, pra quem não sabe, é o estado de
compreensão do que é distinto, diferente. Além de tudo isso, você, vira e mexe
acaba encontrando coisas sensacionais e demais de engraçadas. Há um mês assistimos a um filme do Clint
Eastwood chamado Jersey Boys, cujo
roteiro baseia-se na história da de umas das bandas de mais sucesso dos anos
60: The Four Seasons. Frankie Valli, o vocalista do quarteto, tem uma voz
extremamente peculiar, com notas tão agudas que nos lembram as de uma mulher.
Bem, não preciso dizer que depois do filme, veio
a trilha sonora tomar conta dos nossos dias. Tá, o estilo é meio over, mas foi
isso que fez com que nos divertíssemos com a coisa toda. Exemplifico: segunda-feira de manhã, sono,
preguiça, mau humor. Entra no carro. Liga o som. Começa Sherry. Sheeeeerry, sherry
baby, sheeeerry, Sherry can you come out tonight? Canta junto:
“sheeeery, sherry baby”… Chegou. Ah,
chegou. Sai do carro. “Bom trabalho, beijo”! (“Pronto, tô preparada pra segunda”).
Há quem diga que
a pluralidade é uma questão de democracia. Eu digo mais, digo que é até uma
questão de contentamento.
Ah, essa também é boa: Big Girls Don't Cry.
E essa é a queridinha da carreira do Frankie Valli : Can't Take My Eyes off You.