O oco faltando um espaço?
Sempre foi oco o que faltava.
Não há o que preencher. Nessas horas, vemos que infinito
é só o tempo. Mesquinho, grave, corroendo o tronco.
Nessas horas, a amargura foge pra lá, e só o que toma
conta é a perda. Muito maior que qualquer coisa. O irremediável, o irreparável,
o velho, o novo, a perda.
Nessas horas...
Que horas, afinal?
Sempre as póstumas.
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