segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Amor


Sento cansada no banco do ônibus. É sábado à tarde e o sol está quente. Ele entra e ilumina todos os cantos. No meu colo estão as compras, são sacos plásticos com o almoço que irei preparar mais tarde. De um dos sacos saem o cheiro e a cor da salsinha fresca.
No radinho de pilha do motorista toca uma velha canção do Roberto. A mulher sentada no banco da frente pensa alto: "bons tempos aqueles". O sol se faz presente novamente e esquenta meu corpo cansado.
Encosto a cabeça no acento e a luz repousa em meu rosto. Não tenho pressa, meu coração está sereno.
Meu maior tesouro é minha calmaria.


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